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quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Palavras desconectadas

Havia bastante tempo que não tinha vontade de escrever, mas hoje acordei diferente,a necessidade de externar o que pensava foi crescendo em mim e um pouco antes de deixá-la explodir , sentei-me de frente a uma tela em branco.

Poucos minutos depois, essa lauda já tinha vida, histórias, sentimentos e confusões mentais. Os últimos meses foram serenos, mas ao mesmo tempo melancólicos. As férias efervesceram esse período de calmaria, no entanto, depois que passaram deixaram um certo vazio. O desejo de estar em outro lugar ficou, mas os velhos sentimentos e dilemas permaneceram.

Faz uma semana que estou com bastante tempo livre em função de uma licença médica. Ocasião que fui surpreendida por um convite do passado a visitá-lo, na hora o coração encheu-se de ilusão, porém em face das limitações momentâneas, não pude ceder ao impulso de vê-lo. Agora percebo a sabedoria do tempo. Após compartilhar a minha situação atual, ele não ligou para saber como estaria, simplesmente não se preocupou. Eu na situação inversa, teria imediatamente o contatado para saber se está bem, saudável ou até mesmo feliz.

Ao refletir sobre a atitude dele, percebi que não há como ter ilusões a seu respeito, ele continua muito egoísta. Por que quereria alguém assim ao meu lado? Não há lógica emocional, muito menos racional.

Fiquei pensando como há pessoas que têm almas antigas, elevadas espiritualmente de forma incompatível com o tempo cronológico de vida, enquanto outras não apreendem com as experiências vividas, essas pouco acrescentam em sua capacidade de compreender o mundo de forma empática.

Considero-me, ainda, uma alma jovem, pela urgência em viver, a presa de realizar, a impaciência para alcançar. Mesmo assim vejo a ingenuidade que vive em mim, especialmente, quando não apreendo a esquecer ou insisto em criar expectativas...

sábado, novembro 28, 2009

Só me falta o gato

Caro único leitor amigo, tenho estado solitária na última semana. Não sei exatamente o que me trouxe essa ausência presente. Mas os indícios não são bons: dois dias seguidos que vou ao cinema sozinha. Mesmo que os filmes tenham sido incríveis, isso não é bom sinal.
Observo os cinemas: vários casais, grupos de amigos, pais e filhos. O número nada representativo de pessoas desacompanhadas costumam ser de senhoras de meia idade.
Sempre penso nessas senhoras e em uma específica. Essa senhora mora em um apartamento grande demais para apenas sua própria presença, mas cheio de quinquilharias: lembranças de viagens, a maioria de outras pessoas; fotos antigas, inclusive de pessoas que já se foram; móveis herdados de parentes mortos e comprados na juventudes; plantas, muitas plantas; um cheiro de guardado que não desimpreguina; vários bolos feitos por ela mesma; e um gato ou até vários deles.
Não gosto de gatos, mas ando temendo vir a ser essa senhora.
Será que me só me resta comprar um gato?

segunda-feira, novembro 23, 2009

Sou analfabeta

A cada dia que passa tenho mais certeza que não sei ler pessoas. Você, caro único leitor amigo, me pergunta o que seria ler pessoas. Te digo que quando lemos interpretamos todo um novo enredo, conhecemos um universo, compreendemos sinais e perspectivas.
No entanto, eu ofusco a interpretação que tenho das pessoas. Mas isso não ocorre sempre, só quando são homens pelos quais me interesso. Apesar desse grupo estar em um número extremamentente reduzido nos últimos tempos, um dia desses cruzei com um certo moço que fez minhas percepções fossem alteradas.
Muito atraente para o meu gosto peculiar, interessante no seu molde cult-alternativo, ao mesmo tempo que fofo. Nos encontramos duas vezes, parecia tudo agradável e com sintonia. Por isso, resolvi seguir os conselhos de fazer o que nunca faço que é tomar um pouco de atitude e não ficar dando uma de mulherzinha.
Como ele havia perguntado como estava minha agenda naquela semana, entendi que ele queria me ver de novo, por isso e só por isso, achei que tinha abertura para convidá-lo para sair no dia seguinte. Então, liguei, ele pareceu surpreso, mas interessado na proposta que foi aceita. Ele ficou de ligar no outro dia para definir o lugar.
Passei o dia ansiosa, esperando a bendita ligação. Caro único leitor amigo, para minha surpresa, ela nunca foi recebida.
Conclusão, eu não entendi nada da leitura que fiz dele. Porém, apesar do mal ao ego, captei bem o fora que levei.

terça-feira, novembro 03, 2009

Procrastinar

Acho que é inerente do ser humano, mas muito nítido em mim mesma, a tendência a postergar, ou, no estrangeirismo, procrastinar. Basta eu ter muitas atribuições que minha vontade é deixar para depois, ver um filme, navegar na internet, ler futilidades, escrever no blog...
Essa variável é inversamente proporcional ao nível de coerção. Se vejo que não serei repreendida pelo não cumprimento da tarefa no prazo, deixo para mais tarde. O problema é que sou muito "pequena burguesa", então, no último segundo, me desespero e vou correr para cumprir o prazo. Resultado: estresse.
No entanto, você, caro único leitor amigo, pode adivinhar o que me faz querer muito fazer algo sem deixar para depois? A novidade.
Toda aquela perspectiva de um novo mundo é muito estimulante. Pena que a maioria das coisas perde o encanto muito rápido.

terça-feira, outubro 27, 2009

Pocket Idea

Não posso viver sem: celular, internet, tv, carro, maquiagem...

E sabe de que estou com saudades? Do feriado sem celular, sem internet, sem tv, sem carro, sem maquiagem...

sábado, outubro 24, 2009

Mestrado...

Hoje, sou uma nova mestranda orgulhosa de si mesma. Mas, principalmente, sou o próprio retorno da minha teoria sobre o universo.
Quando algumas coisas deram errado para mim, pensei que não deveria maldizer o mundo (apesar de tê-lo feito), porque isso deveria significar que o universo sabe algo que eu só poderia prever ou nem isso.
Enfim, a loucura é minha. Só que a teoria concretizou-se.
Há quem me conte que o mestrado gere traumas. Porém, esse fim-de-semana vou só por a mochila nas costas e aproveitar a conquista e as novas companhias.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Até dançar mal faz bem

Passei uns dias meio pesada, decepcionada com o universo e desanimada para a vida diária. Mas se as coisas não terminaram bem é porque, ainda, não terminaram de verdade. Essa pode até ser uma visão pollyana da vida, porém há inúmeras maneiras de encarar as dificuldades da vida e eu escolhi ser feliz como objetivo final, para isso, temos que superar e não supervalorizar os sofrimentos.

Caro único leitor amigo, sabe como percebi que as nuvens escuras foram embora? Dançando.

Acho que não comentei, mas tenho feito aulas de dança, especificamente forró. Justamente, hoje voltei as aulas, e de repente estava cantando a letra da música, fazendo mil giros e sorrindo. A dança tem essa capacidade imensa de dar leveza a vida.

Eu adoro dançar, independente de dançar bem, até os passos dados errados com um espírito aberto fazem bem a alma.

domingo, agosto 30, 2009

Arco-íris

Caro único leitor amigo, tenho escrito pouco, pensado muito, estudado mais ainda, trabalhado assim-assim, entristecido bastante, lembrado demais...

Os dias cinzas retomam a melancolia do passado, o medo do futuro e a angústia solitária do presente.

No entanto, quando a esperança desaparece, o que surge? Um arco-íris após a chuva.

Daqueles lindos, coloridos e cheios de promessa de futuro. Daqueles que nós lembram da infância, do pote de ouro no fim do arco-íris, do casamento da chuva com o sol.

Enfim, eis que surge a esperança de dias melhores: de brisas do mar no rosto, de pores-do-sol em Brasília, de beijos ao acordar, de cafés com edredom em dias frios, de ligações inesperadas, de risadas bobas, de viagens com volta para casa...

sexta-feira, junho 19, 2009

O acidente da Air France

Aquela parecia mais uma manhã comum quando cheguei ao trabalho sonolenta e sem, ainda, ter tido a primeira refeição do dia, e, principalmente, sem meu bom humor, já esse só é garantido após uma boa xícara de café.

Porém, meu julgamento inicial foi errôneo. O equívoco foi percebido no primeiro Bom-dia no trabalho. Ao invés do habital bom-dia em troca, recebi:

-"Você viu que tem um avião da Air France sumido?"

Obviamente que não sabia de nada, já que não acordo cinco minutos mais cedo nem para tomar café quanto mais para ver o jornal.

Sem muito entender a perguntar, respodi: "Como um avião desse tamanho pode sumir?".

Algum tempo depois descobri. Sumiu ao cair no mar.

Para minha surpresa maior fico sabendo que haviam dois franceses colaboradores do projeto que trabalho. Eles vieram ao Brasil a convite do órgão que trabalho para participar de um evento e decidiram esticar a viagem para passear no Rio de Janeiro, conhecer o Cristo Redentor e tomar umas caipirinhas.

Mais esquisito, ainda, foi que no dia anterior vi fotos dos dois durante o evento, o qual não estava presente, e comentei: "Jovens esses professores".

Na verdade, havia pensado: "humm, que gato esse francês". No entanto, soltei outro comentário: "Que folgados, vêm ao Brasil pagos pelo governo e querem aproveitar para passear". De fato pensava isso, mas eu faria o mesmo na situação deles.

Nunca ousaria pensar que seria o último passeio da vida deles.

Enfim, mais uma daquelas concidências bizarras.

Mesmo com muito compreensão empática pelas vítimas e pelos familiares. Não consigo entender, porque depois de tantos dias, continuam com buscas incessantes pelos corpos como se não houvesse mortos sem corpos.

Posso entender pela parte dos apelos de cunho religiosos, pois são baseadas em crenças e não na razão. Entretanto, esse não é o majoritário, trata-se de um a comoção internacional em um movimento: "Queremos os corpos", como se resgatassem a dignidade e diminui-se a dor dos que ficaram.

Nunca achei desrespeito separar a vida já exaurida do corpo do morto. Sempre achei deprimente o ato de velar um corpo e mandá-lo para debaixo da terra em um caixote.

Por isso, desde a morte do meu avô, que foi quando descobri que as pessoas morriam e que um dia seria eu também a morta, que não quero ser velada nem enterrada, desejo ser cremada e servir de adubo para algum ipê que alegrará a manhã de outros como já alegram várias em minha vida.

quarta-feira, junho 17, 2009

Círculo de amizades

Com o tempo nós nos especializamos na vida. Refiro-me não no sentindo de aprofundar conhecimento, processo constante, mas sim a respeito da delimitação do campo da vida.

Somos crianças em um bairro, estudamos numa escola, fazemos segundo grau em outra, o que aparentemente leva a um ampliação de pessoas que conhecemos e socializamos.

Mas com o tempo percebemos que não. Especialmente, durante e após a faculdade, verificamos que estamos delimitando o círculo de amizades e deixando vários nichos de fora.

Demora um tempo para tomarmos consciência dessa situação, já que essa ocorre de forma tão condicionada e natural.

Para mim, foi notório após alguns anos de formada: fiz vários colegas na universidade da mesma graduação, depois na especialização reencontrei alguns dessa epóca e sempre trabalhando na minha área, continuei socializando quase que exclusivamente com pessoas formadas no mesmo curso.

Com isso perdi a possibilidade de ter mais amigos de outros ambientes, e de alguns nichos muito mais emocionantes e ricos que o meu.

Sabe o que me fez tomar consciência disso? Conhecer alguns novos amigos músicos. Eles são muito mais leves, possuem outros dramas e riquezas compartilhados.

Agora estou em busca de amigos: atores, engenheiros, físicos, médicos, matemáticos, arquitetos, dentistas, oceanógrafo...

Só não me diga que é das relações internacionais. Porque você já foi excluído.

quinta-feira, maio 28, 2009

Ser um cronista

O que é ser um cronista? É enxergar o potencial de um fato corriqueiro de ser único ao mesmo tempo que ocorre repetidamente e transpô-lo ao papel. Mas principalmente, é aproximar a linha entre o jornalismo e a literatura.

Este escritor relata o que todos nós pensamos, mas que muitas vezes não nos damos conta, talvez por não pararmos para refletir sobre o que a todo tempo se passa. Outras vezes escrevem sobre o que nos frustra, revolta ou entristece.

Entretanto, só há uma coisa que o cronista não faz que é distanciar-se do seu tempo e seu é o agora.

Desde pouca idade, fui uma admiradora de cronistas. Mas hoje sei que a crônica é uma arte pouco reconhecida, ou pior, considerada de menor valor literário.

Porém, mesmo consciente desses problemas, sempre alimentei esse sonho de ser uma cronista - junto com o sonho de ser cineasta e crítica de arte. Com mais consciência ainda da minha falta de talento natural, vi que a melhor saída era me publicar.

Porque, caro único leitor amigo, se ninguém me publica, eu me publico.

terça-feira, maio 05, 2009

Surpresa: Serviços de Telefonia pioram

A Agência Nacional de Telecomunicações - aquela que virou procon, já que o serviço real que presta é um site de reclamações - divulgou essa semana que os serviços das prestadores de telefonia pioraram no Brasil.

Para tudo!!! Precisou fazer pesquisa e avaliação para saber disso?

Não há um só brasileiro que não saiba disso. E mais, que não se sinto ofendido e ridicularizado de ficar apertando milhões de telefones e de ser transferido mil vezes entre atendentes de telemarketing com sotaques paulistas, que estarão tentar resolver o nosso problema.

Se não basta a morte a língua portuguesa - isso é totalmente perdoável, já que falamos brasileiro e tentam nos manter ligados a uma cultura lusófona decadente; entretanto, matam o nosso bom humor e paciência.

O pior de tudo é que essa avaliação constante da ANATEL só irá concluir que todas as operadoras são ruins. E agora José? Haverá disputa pela mediocridade?

A pergunta que fica é: quem poderá nos defender?

segunda-feira, abril 06, 2009

A procura de um apê

Descobri porque tinha que está expresso na Constituição brasileira que moradia é um direito social!
Tudo que não existe no mundo real, os juristas acreditam que ao introduzir na constituição vão criar de fato.
Não há nada mais surreal que a descrição do salário mínimo: "salário mínimo capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social". Essa ai nem rindo.

A situação só fica pior quando se mora na ilha da fantasia, também conhecida como capital federal. Aqui é uma missão quase impossível achar um apartamento decente, bonitinho, pagável e no plano piloto (digamos em "downtown").

Tem 1 mês que procuro um apartamento para mudar, mas a dificuldade é maior para quem mora só e procuro um apê de 1 quarto. O oferta é minúscula e teríamos que nos contentar em morar em uns prédios conceito pombal com kits de 25 m².

Sou solteira, moro só e, ainda, sim quero cozinhar, lavar roupa e não ter que ficar ao mesmo em todos os cómodos da minha casa de 1 vez só. E nem receber visitas e convidar para sentar na cama, porque não cabe um sofá.

O pior que já fui visitar cada moquivo e que o aluguel daria para morar de frente ao mar no nordeste.

Nessa hora, bate aquela dúvida porque digo que quero morar nessa cidade?

quarta-feira, março 18, 2009

Trabalho novo

Caro único leitor amigo, mudei de trabalho, como em tudo na vida: há aspectos negativos e positivos. C’est La vie!

Entretanto, o cerne é a vocação. O salário nem sempre é pago pelo trabalho que temos vocação.

Mas o aumento salário me trará algumas alegrias e realização de sonhos consumistas.

Então, no balanço geral estou mais satisfeita.

Agora é estudar mais para outros projetos.